Coisas ficaram esquecidas. Explicação? Nada, bem longe disso.
Pois é, a tal da explicação, quem dirá um dia já fizera sentido, anda causando é cansaço.
Criando poemas sem fim, andava achando que tinha encontrado um punhado de coisas para dizer, desse jeito assim sem dizer. Vozes internas andam sendo perturbantes. Frases incompletas, o dizer sem dizer absolutamente nada. Tá na hora de criar uma frase completa, bem dita, extravagante que seja. Pois então vamos lá.
Tinha achado - novamente -, junto com todo mundo, que a explicação procurada tinha sido achada. Não tinha nada. Santa precipitação. A verdade é que de coisas mal ditas, malditas, a vida tava cheia. A cabeça tava cheia e nada mais fazia pleno sentido.
Foi então revirar tudo aquilo que não devia ser revirado. Deu nisso, um bando de frases desconexas tentando fazer algum sentido.
Mas eu não fico preocupada, o problema é querer um silêncio antes jamais querido. Um cessar fogo, ateando sentimentos alados e sufocados. Não era completa, e era incompleta por essa completude de incertezas. De dias que se transformam em minutos. De vidas que existem aqui e não mais. Do tipo que tem todo amor para dar, mas que na hora h, bom, na hora h, o que mesmo se faz na hora h?
Acho que se é honesto consigo mesmo, brada-se no peito e se diz com toda verdade possível: sim, nem eu me entendo.
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