E se havia sido de dramas, surto psicóticos e autoflagelação que sua vida tinha tido sentido, agora, infelizes passantes, não era mais.
Se tinha bebido até se sentir um ser humano tolo e desprezível, querido todas as drogas do mundo e regurgitado as mais absurdas repugnâncias – suportando toda sua terrível destruição com olhos semicerrados – agora não se suicidaria mais.
E se havia topado pactos infernais com a própria morte, com a dor que sempre fez toda questão de sentir e com falsos amigos que insistiam em lhe fazer desacreditar de si mesma, daqui em diante não faria mais.
Tens alguma dúvida de que a vida, assim, será doce? Alguém, algum de vocês, infelizes, tem coragem de lhe retirar todo bem que é capaz? Não, imbecis, ninguém mais, nenhum de vocês, nem mesmo o mais íntimo (e ínfimo) eu poderá lhe desviar desse caminho que traz paz.
Daqui para frente será feliz e terá uma vida doce. Isso, mal amados, não é uma promessa, é um pacto com a vida.
E apesar de toda essa fúria, o cheiro é de lavanda, o cobertor é quentinho, o abraço é confortante e a liberdade lhe é sempre inerente.
Ela disse sim, sim, sim. Sim para a sua vida. Daqui para frente só há espaço para dias radiantes.
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